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Pensão por Morte

Como Dar Entrada na Pensão por Morte pelo Meu INSS: Passo a Passo 2026

Como dar entrada na pensão por morte pelo Meu INSS em 2026, passo a passo: qual serviço escolher entre urbana e rural, documentos de cada classe de dependente, o prazo de 90 dias para receber os atrasados e quanto tempo o INSS leva para analisar.

Atualizado em
  • 02/10/2026: revisão jurídica completa. Corrigidos o prazo de análise (acordo homologado pelo STF no RE 1.171.152 e art. 41-A da Lei 8.213/91 no lugar do art. 49 da Lei 9.784/99), o efeito da exigência sem resposta (arquivamento sem análise, não indeferimento), o valor da pensão rural do segurado especial, a regra do menor sob guarda por data do óbito, a pensão após a perda da qualidade de segurado e a ideia de requerimento separado por dependente; incluídas base legal, jurisprudência e datas de acesso.

Quando alguém da família morre, a papelada chega junto com o luto, e o pedido de pensão por morte é um dos poucos que não pode esperar a dor passar. A boa notícia é que ele é gratuito, feito pela internet e não exige advogado, despachante nem ida a uma agência. O que ele exige é atenção a detalhes que ninguém conta: o serviço aparece com dois nomes diferentes no Meu INSS, cada dependente precisa estar habilitado no pedido, e existe um prazo que, se passar, custa meses de atrasados.

Este passo a passo mostra como dar entrada na pensão por morte em 2026, com os documentos que o INSS pede de cada tipo de dependente e o que fazer depois do protocolo. A orientação parte da experiência da , fundadora da Comissão de Direito Previdenciário e Seguridade Social da OAB/DF, a primeira do tipo e modelo para outras seccionais. Cada informação operacional vem da página oficial do serviço no gov.br ou da Lei 8.213/91.

Resposta direta

Para dar entrada na pensão por morte, entre no Meu INSS com a sua conta gov.br, digite “pensão por morte urbana” (ou rural) no campo “Do que você precisa?”, anexe a certidão de óbito e os documentos que provam a sua condição de dependente e confirme o protocolo. O pedido é gratuito e feito totalmente pela internet, com alternativa pela Central 135. O gov.br informa prazo médio de 45 dias corridos para a resposta.

Em 30 segundos

  • Onde se pede: aplicativo ou site Meu INSS, com conta gov.br nível bronze, prata ou ouro. Pela Central 135 quando o sistema estiver indisponível.
  • Urbana ou rural: são o mesmo benefício, com os mesmos dependentes e a mesma duração. O rótulo indica se o falecido era trabalhador urbano ou segurado especial do campo, o que muda a prova da qualidade de segurado; a pensão deixada por segurado especial que não contribuía é de um salário mínimo.
  • Cada dependente habilitado: a pensão é devida ao conjunto dos dependentes e dividida em cotas, mas cada um precisa estar habilitado no pedido. Quem só se habilita depois recebe a partir da própria habilitação.
  • Prazo que vale dinheiro: requerimento em até 90 dias do óbito faz o benefício retroagir à data da morte, ou 180 dias para filho menor de 16 anos (art. 74 da Lei 8.213/91).
  • Sem carência: não há número mínimo de contribuições para o direito à pensão. Exige-se que o falecido tivesse qualidade de segurado na data do óbito ou já tivesse preenchido os requisitos de alguma aposentadoria (arts. 26, I, e 102, § 2º, da Lei 8.213/91).

Antes de abrir o pedido: o que ter em mãos

O requerimento leva poucos minutos quando o material já está separado, e trava por dias quando não está. Reúna quatro coisas: a conta gov.br do dependente que vai receber (não a do falecido, em nível bronze, prata ou ouro), a certidão de óbito, os documentos pessoais de quem pede e a prova do vínculo com quem faleceu. Tudo é enviado em foto ou arquivo digitalizado pelo próprio aplicativo, sem reconhecimento de firma nem cópia autenticada.

Quem pede em nome de outra pessoa, como o pai que requer pela criança ou o procurador de um idoso, precisa também do termo de representação legal (tutela, curatela ou guarda) ou de procuração no modelo do INSS ou pública. Da certidão de óbito, tenha à mão os dados do registro: cartório, livro, folha e termo. O sistema pede que sejam digitados no formulário, além do arquivo anexado, e certidão antiga ou ilegível é uma das causas mais banais de exigência.

Pensão por morte urbana ou rural: qual serviço escolher

Esta é a primeira dúvida de quase todo mundo, e ela nasce de um mal-entendido. Ao buscar “pensão por morte” no Meu INSS, aparecem dois serviços, “Solicitar Pensão por Morte Urbana” e “Solicitar Pensão por Morte Rural” (há ainda um terceiro, de acordo internacional, para quem trabalhou em país com acordo previdenciário com o Brasil). Não são dois benefícios diferentes. A pensão por morte é uma só, com as mesmas regras de dependentes e de duração (arts. 74 a 78 da Lei 8.213/91). No valor há uma diferença: a pensão deixada por segurado especial que não contribuía é de um salário mínimo (art. 39, I). O que muda é a prova da condição de segurado do falecido, tema do guia da pensão por morte rural.

O que o rótulo faz é dizer ao INSS qual conjunto de provas ele vai analisar para verificar a qualidade de segurado do falecido. No serviço urbano, o INSS confere vínculos de emprego, carteira de trabalho, contribuições e o próprio CNIS. No rural, a análise recai sobre a comprovação de atividade em regime de economia familiar, com autodeclaração e documentos do campo. É por isso que a lista de documentos muda.

Pensão por Morte Urbana e Rural lado a lado

O que realmente muda entre os dois nomes do serviço no Meu INSS.

CritérioUrbanaRural
Quem era o falecidoEmpregado, doméstico, avulso, contribuinte individual ou facultativoSegurado especial: agricultor familiar, pescador artesanal e afins
Prova da qualidade de seguradoCNIS, carteira de trabalho, carnês de contribuiçãoAutodeclaração rural e documentos da atividade no campo
Dependentes e duraçãoRegras idênticas nos dois (arts. 16 e 77 da Lei 8.213/91)
ValorCotas de 50% mais 10% por dependente sobre a aposentadoria (art. 23 da EC 103/2019)Um salário mínimo quando o segurado especial não contribuía facultativamente (art. 39, I, da Lei 8.213/91)

Escolher o rótulo errado não deve fazer o dependente perder o direito, já que o benefício é o mesmo, mas pode gerar exigência de documentos e atrasar a análise. Na dúvida, considere a condição do falecido na data do óbito, porque é ali que se verifica a qualidade de segurado.

Passo a passo para dar entrada no Meu INSS

O caminho é o mesmo no aplicativo e no site. O INSS informa que o atendimento é à distância, sem necessidade de ir a uma unidade, salvo quando o próprio órgão convocar para comprovação, perícia médica ou entrega de documento que não possa ser enviado pela internet.

  1. Entre no Meu INSS pelo aplicativo ou pelo site, com o CPF e a senha da conta gov.br. Quem pede é o dependente, com os dados dele.
  2. No campo “Do que você precisa?”, digite “pensão por morte urbana” (ou rural, conforme a condição do falecido) e selecione o serviço na lista.
  3. Confirme os dados de contato. Celular e e-mail atualizados são o canal pelo qual o INSS avisa sobre exigências.
  4. Informe os dados do falecido e do registro do óbito: CPF, nome completo, data da morte e os dados da certidão.
  5. Anexe os documentos: certidão de óbito, identificação com CPF de quem pede e a prova do vínculo. Fotos nítidas, documento inteiro no enquadramento.
  6. Revise e conclua. O sistema gera o número do protocolo e a data do requerimento. Guarde os dois: é essa data que define de quando o benefício será devido.

Protocole primeiro, complete depois

O erro mais caro do tema é segurar o pedido esperando reunir a documentação perfeita. O que fixa a data é o protocolo, não a completude. Se falta um documento, protocole assim mesmo: o INSS abre exigência e você envia o que falta pelo próprio Meu INSS, sem perder a data. Só que a exigência tem prazo, e deixá-lo vencer é o que custa caro de verdade: o processo é arquivado sem análise de mérito, e desse arquivamento não cabe recurso ao CRPS (art. 176, §§ 2º e 3º, do Decreto 3.048/1999). Sobra apresentar novo requerimento, que só produz efeitos a partir da nova data (art. 176, §5º), perdendo tudo o que havia entre um pedido e outro. Por isso, anote o prazo assim que a exigência aparecer e responda dentro dele, acompanhando pelo Meu INSS. Documento atrasado gera exigência; pedido atrasado faz perder atrasados.

Como pedir pelo telefone 135 e quando é preciso ir ao INSS

Nem todo mundo tem intimidade com aplicativo, e o INSS mantém a Central 135 como alternativa. O gov.br orienta ligar para o 135 quando o sistema estiver indisponível; o atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília, com espera estimada de até 5 minutos. O atendente abre o requerimento pelo mesmo sistema, com os dados ditados por você.

Mesmo pelo 135, os documentos continuam sendo enviados de forma digital. Se ninguém da família consegue digitalizar nada, use o próprio 135 para agendar atendimento presencial. E há um caso em que o presencial é praticamente certo: o dependente que pede na condição de inválido ou de pessoa com deficiência passa por avaliação médica do INSS. Fora dessa hipótese, a pensão por morte não exige perícia.

Documentos por classe de dependente

A documentação tem duas camadas. A primeira é comum a todos: certidão de óbito (ou documento que comprove a morte presumida), identificação com CPF de quem pede e, havendo representação, a procuração ou o termo de tutela, curatela ou guarda. A segunda muda de pessoa para pessoa, porque é ela que prova a condição de dependente. O quadro resume; o detalhe de cada situação está no guia de documentos para habilitar cada dependente.

O que cada dependente precisa anexar

Resumo pelas três classes do art. 16 da Lei 8.213/91, além dos documentos comuns a todos.

Quem pedeProva do vínculoPonto de atenção
Cônjuge (classe 1)Certidão de casamentoDependência presumida. Separação de fato antes do óbito vira discussão
Companheiro (classe 1)Documentos da união estável, inclusive homoafetivaA lei exige início de prova material contemporânea, produzida nos 24 meses anteriores ao óbito, e não admite prova só testemunhal, salvo força maior ou caso fortuito (art. 16, § 5º)
Filho (classe 1)Certidão de nascimento, com documentação médica se houver invalidez ou deficiênciaAté 21 anos, ou sem limite de idade em caso de invalidez ou de deficiência intelectual, mental ou grave, sujeito a avaliação
Enteado, menor sob tutela e menor sob guarda judicialDeclaração do segurado e prova de que o menor não possui condições suficientes para o próprio sustento e educaçãoEquiparados a filho, não são automáticos. O menor sob guarda judicial voltou à lei em 2025 (Lei 15.108), para óbitos a partir de 14/03/2025; para óbitos anteriores, a regra depende da data
Pais (classe 2) e irmãos (classe 3)Documentos de dependência econômica em relação ao falecidoSó recebem se não houver dependente de classe anterior

A classe anterior exclui a seguinte: havendo cônjuge ou filho, pais e irmãos ficam de fora. O INSS pode ainda solicitar documentos previdenciários do falecido, como carteira de trabalho, certidão de tempo de contribuição, carnês ou documentação rural.

Menor sob guarda judicial: a Lei nº 15.108, de 13 de março de 2025, deu nova redação ao § 2º do art. 16 da Lei 8.213/91 e passou a equiparar a filho, além do enteado e do menor sob tutela, também o menor sob guarda judicial, mediante declaração do segurado e desde que ele não possua condições suficientes para o próprio sustento e educação. Na verdade, é uma volta: a redação original da Lei 8.213/91 já incluía o menor sob guarda, retirado pela Lei 9.528/1997. Por isso a regra aplicável depende da data do óbito. Para mortes a partir de 14/03/2025, vale a Lei 15.108, editada com base no § 7º do art. 23 da EC 103/2019, que autoriza a alteração dessas regras por lei. Para mortes entre 13/11/2019 e 13/03/2025, o art. 23, § 6º, da EC 103/2019 limitou a equiparação ao enteado e ao menor tutelado, com dependência econômica comprovada, e a validade dessa exclusão está em discussão no Tema 1.271 do STF, com repercussão geral reconhecida e ainda sem julgamento de mérito. Para mortes anteriores à EC 103, o STF deu interpretação conforme ao § 2º do art. 16 para incluir o menor sob guarda (ADIs 4.878 e 5.083). Como o Decreto 3.048/1999 ainda repete a redação antiga, o pedido do menor sob guarda pode enfrentar exigência na via administrativa.

Havendo mais de um dependente, cada um precisa estar habilitado no pedido, e o benefício é dividido em cotas; quem só se habilita depois recebe a partir da própria habilitação (art. 76 da Lei 8.213/91). Os recortes com regra própria estão em guias separados: a pensão por morte para filho e a pensão por morte do cônjuge ou viúva tratam de até quando cada um recebe e do que faz o direito acabar.

O prazo de 90 dias que decide quanto você recebe de atrasados

É aqui que mais dinheiro se perde por desinformação, e isso não tem nada a ver com perder o direito ao benefício. O direito não some pela demora: quem pede cinco anos depois do óbito continua tendo pensão, se for dependente. O que se perde são os atrasados do período entre a morte e o requerimento.

A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, a contar da data: I, do óbito, quando requerida em até 180 (cento e oitenta) dias após o óbito, para os filhos menores de 16 (dezesseis) anos, ou em até 90 (noventa) dias após o óbito, para os demais dependentes; II, do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; III, da decisão judicial, no caso de morte presumida.

Num exemplo hipotético: quem protocola no segundo mês após o óbito recebe tudo desde o dia da morte. Quem protocola no fim do oitavo mês começa a receber do dia do requerimento e não vê os cerca de oito meses anteriores. Numa pensão hipotética de R$ 3.000,00, são cerca de R$ 24.000,00 que deixam de entrar por causa de uma data no calendário. A contagem detalhada, a habilitação tardia e a prescrição das parcelas estão no guia sobre o prazo de 90 dias e os retroativos.

Quanto tempo o INSS demora para analisar

A página oficial do serviço no gov.br estima, em média, 45 dias corridos para a etapa “Receber resposta”, tanto na modalidade urbana quanto na rural. É uma média informativa, não uma promessa: pedidos com documentação completa e vínculo simples costumam sair antes; os que dependem de prova de união estável, de atividade rural ou de avaliação médica levam mais.

O primeiro pagamento do benefício será efetuado até quarenta e cinco dias após a data da apresentação, pelo segurado, da documentação necessária a sua concessão.

O primeiro pagamento do benefício será efetuado até quarenta e cinco dias após a data da apresentação, pelo segurado, da documentação necessária à sua concessão.

Enquanto houver exigência pendente, a contagem do prazo do acordo fica suspensa e só recomeça com a entrega dos documentos ou com o fim do prazo dado para isso, garantidos ao menos 30 dias restantes (cláusula 5.1 do acordo). Responder exigência rápido é, por isso, a única alavanca real que o dependente tem sobre a velocidade da análise. Se a demora se tornar desproporcional mesmo com tudo entregue, há caminhos, da reclamação na Ouvidoria à provocação do Judiciário para que a Administração decida, mas são medidas que dependem das circunstâncias de cada caso e não se confundem com a discussão do direito ao benefício.

Carteira assinada, autônomo ou servidor público: o pedido muda?

Ter carteira assinada não muda nada no caminho do pedido. O empregado CLT é segurado do Regime Geral, e quem paga a pensão por morte é sempre o INSS, nunca a empresa. O RH do antigo empregador não tem papel no requerimento: ele só interessa se a família precisar de holerites para comprovar o vínculo, o que costuma ser desnecessário porque o período já consta no CNIS.

Para o autônomo, o contribuinte individual e o MEI, o caminho é o mesmo, e o ponto sensível é a qualidade de segurado na data do óbito. Como a pensão por morte não tem carência (art. 26, I, da Lei 8.213/91), o número de contribuições não decide o direito. Importa se, quando morreu, ele ainda tinha qualidade de segurado (filiado ou dentro do período de graça) ou já tinha preenchido os requisitos de alguma aposentadoria (art. 102, § 2º, da Lei 8.213/91, art. 368 da IN PRES/INSS 128/2022 e Súmula 416 do STJ). O número de contribuições volta a pesar na duração da pensão do cônjuge ou companheiro.

A exceção verdadeira é o servidor público estatutário vinculado a regime próprio. Nesse caso o pedido não é no INSS: é feito no órgão ou instituto de previdência do ente, com regras próprias de duração e cálculo. Se era esse o caso do falecido, comece pelo guia da pensão por morte do servidor público (RPPS), porque o caminho descrito aqui não se aplica.

Seis erros que atrasam (ou derrubam) o pedido

  • Esperar a documentação ficar perfeita. Dentro do prazo de 90 dias do óbito (180 para filho menor de 16), esperar não custa atrasados; se o protocolo passar desse prazo, perdem-se todos os atrasados desde a morte, e dali em diante cada semana custa uma semana de parcelas. Protocole no prazo e complete os documentos na exigência.
  • Deixar um dependente de fora do pedido. Quem não se habilita não recebe cota, e quem se habilita depois recebe apenas a partir da própria habilitação.
  • Usar a conta gov.br do falecido ou de um parente. A conta tem que ser do dependente, ou de quem tem procuração ou representação legal formal.
  • Anexar foto cortada, escura ou ilegível. Documento que o analista não consegue ler vira exigência, e exigência vira semanas.
  • Deixar telefone e e-mail desatualizados. É por ali que a exigência chega, e sem resposta no prazo o pedido pode ser arquivado sem análise de mérito, obrigando a um novo requerimento com nova data de entrada.
  • Tratar a união estável como formalidade. Para o companheiro, a prova material da convivência é o coração do pedido.

O que acontece depois do protocolo

O acompanhamento é feito no próprio Meu INSS, no botão “Consultar Pedidos”: localize o requerimento na lista e abra o detalhamento. É ali que aparece a situação (em análise, exigência, concluído) e é ali que se anexa o documento pedido, sem refazer nada.

Concedido o benefício, sai a carta de concessão, com a data de início, o valor da renda mensal inicial e o banco de pagamento. Confira os três dados com calma: erro de data de início e de composição de cota pode ser corrigido, mas a revisão tem prazo de decadência de 10 anos, e as diferenças prescrevem em 5 anos (art. 103 da Lei 8.213/91). Quem quiser entender de onde vem o número da carta encontra a conta detalhada no guia do valor da pensão por morte em 2026.

Se o pedido for indeferido, a decisão traz o motivo, e ele importa mais do que a negativa em si. Cabe recurso gratuito ao Conselho de Recursos da Previdência Social no prazo de 30 dias contados da ciência da decisão (art. 305, § 1º, II, do Decreto nº 3.048/1999), e é nesse momento que se junta o que faltou. Perder esse prazo não impede um novo pedido, mas joga a data de início do benefício para a frente. Os motivos mais comuns de recusa e o que fazer diante de cada um estão no guia sobre pensão por morte negada.

Quando procurar um advogado previdenciário

Boa parte dos pedidos é simples e não precisa de ajuda profissional: cônjuge com certidão de casamento, filho com certidão de nascimento e falecido com vínculo urbano em dia resolvem tudo pelo aplicativo. A orientação jurídica faz diferença quando o caso tem um nó: união estável sem documentação farta, separação de fato antes do óbito, disputa de cota entre a atual e a ex-companheira, dúvida sobre a qualidade de segurado de quem estava sem contribuir, comprovação de atividade rural, dependente com invalidez ou deficiência, ou um indeferimento que já veio.

O escritório Maria Teixeira Advogados atua exclusivamente com direito previdenciário e da seguridade social, área em que a Dra. Maria Teixeira fundou a comissão pioneira na OAB/DF. Se a sua situação envolve algum desses pontos, ou se o INSS já negou, a análise do caso ajuda a definir o melhor caminho, sempre com transparência sobre riscos e sem promessa de resultado.

Jurisprudência relevante

Última conferência: 2 out. 2026.

TribunalTemaO que decideStatus
STFRE 1.171.152/SC
Acordo homologado (o Tema 1.066 foi cancelado em 22/02/2021)
Fixa prazos para o INSS concluir os pedidos; para a pensão por morte, 60 dias após o fim da instrução, com a contagem suspensa durante a exigência.Acordo homologado
STFTema 1.271
Repercussão geral
Discute se a retirada do menor sob guarda do rol de dependentes pelo art. 23, § 6º, da EC 103/2019 é válida.Sem julgamento de mérito
STJSúmula 416A pensão é devida aos dependentes de quem perdeu a qualidade de segurado, mas já preenchia os requisitos de aposentadoria até a data do óbito.Vigente

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora para receber a pensão por morte depois de dar entrada?

O gov.br estima, em média, 45 dias corridos para a resposta, tanto na pensão por morte urbana quanto na rural. É uma estimativa, não uma garantia. Pelo acordo homologado pelo STF no RE 1.171.152, o INSS tem 60 dias para decidir a pensão por morte, contados do fim da instrução, e a Lei 8.213/91 (art. 41-A, § 5º) prevê o primeiro pagamento em até 45 dias após a entrega da documentação necessária. Enquanto houver exigência pendente, a contagem fica suspensa.

Preciso ir a uma agência do INSS para pedir a pensão por morte?

Em regra, não. O pedido é feito totalmente pela internet, no Meu INSS, e o atendimento é à distância. O comparecimento só é necessário quando o próprio INSS convoca para comprovação, para avaliação médica (caso do dependente que pede como inválido ou pessoa com deficiência) ou para entregar documento que não possa ser enviado de forma remota.

Qual a diferença entre pensão por morte urbana e rural no Meu INSS?

Do ponto de vista do direito, são dois serviços para o mesmo benefício, com as mesmas regras de dependentes e de duração. No valor, a pensão deixada por segurado especial que não contribuía é de um salário mínimo (art. 39, I, da Lei 8.213/91). O rótulo apenas indica se o falecido era trabalhador urbano ou segurado especial do campo, o que define quais documentos o INSS vai analisar para verificar a qualidade de segurado. Errar a escolha não deve tirar o direito, já que o benefício é o mesmo, mas pode gerar exigência de documentos.

Quais documentos preciso para dar entrada na pensão por morte?

Para todos: certidão de óbito (com os dados do registro), documento de identificação com CPF de quem pede e, havendo representação, procuração no modelo do INSS ou pública, ou termo de tutela, curatela ou guarda. Além disso, a prova do vínculo: certidão de casamento para o cônjuge, certidão de nascimento para o filho, documentos da união estável para o companheiro e prova de dependência econômica para pais e irmãos. Para o enteado, o menor sob tutela e o menor sob guarda judicial, a lei pede declaração do segurado e prova de que o menor não possui condições suficientes para o próprio sustento e educação (art. 16, § 2º, da Lei 8.213/91, com a redação da Lei nº 15.108/2025, para óbitos a partir de 14/03/2025; para óbitos anteriores, a regra depende da data).

Cada dependente precisa fazer um pedido separado?

Não necessariamente. Nenhuma norma exige um requerimento separado por dependente: a pensão é devida ao conjunto dos dependentes (art. 74 da Lei 8.213/91 e art. 105 do Decreto 3.048/1999) e dividida em cotas. O que importa é que cada um esteja habilitado, com os seus documentos, diretamente ou pelo representante legal no caso de menores e incapazes. Quem se habilita depois da concessão passa a receber a partir do próprio requerimento, sem tirar dos demais o que já foi pago.

Dei entrada depois de 90 dias do óbito. Perdi a pensão?

Não. O direito ao benefício não se perde pela demora. O que muda é a data de início do pagamento: pelo art. 74 da Lei 8.213/91, o pedido feito em até 90 dias do óbito (180 dias para filho menor de 16 anos) faz a pensão retroagir à data da morte. Depois desse prazo, ela é devida apenas a partir da data do requerimento, e os meses anteriores não são pagos.

O INSS negou o pedido. O que fazer?

Leia o motivo do indeferimento antes de qualquer coisa, porque ele define a estratégia. Cabe recurso gratuito ao Conselho de Recursos da Previdência Social em 30 dias contados da ciência da decisão (art. 305, § 1º, II, do Decreto nº 3.048/1999), e é a hora de juntar o que faltou: prova material da união estável, documentos do vínculo do falecido, laudos. Negativa por documentação incompleta costuma ser reversível; as que discutem qualidade de segurado pedem análise mais cuidadosa.

Este passo a passo cobre o caminho do pedido. Para o panorama completo do benefício, com quem tem direito, quanto se recebe e por quanto tempo, veja o guia completo da pensão por morte.

Dra. Maria Teixeira

Fundadora da Comissão de Direito Previdenciário e Seguridade Social da OAB/DF

Sócia-fundadora da Maria Teixeira Advogados, Dra. Maria atua há mais de 20 anos em direito previdenciário e do servidor público. OAB/DF 28.518.

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