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Escritório · OAB/DF 11.208 · 52.114 · 68.437 6 categorias · 42 perguntas Atualizado em abril 2026
Vol. XXI · nº 04 · abr 2026
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FAQ · Dúvidas respondidas pelo escritório · /faq/
FAQ · perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que a gente mais escuta — respondido por quem atua. Respostas curtas quando cabe; respostas longas quando o tema exige.

Atualizamos este FAQ sempre que lei, decreto ou jurisprudência mudam. Base legal linkada quando citamos súmula, lei ou tema repetitivo. Conteúdo informativo — não substitui consulta individual ao caso concreto.

01 · 8 perguntas

Aposentadoria & Previdência (INSS)

Idade, tempo de contribuição, regras de transição, revisão e benefícios por incapacidade no Regime Geral.

Qual é a idade mínima para aposentar hoje?

Depende do regime e do ano. Para quem entrou no mercado após a EC 103/2019 (regra permanente), a idade mínima é de 62 anos para mulher e 65 anos para homem, somada a 15 e 20 anos de contribuição, respectivamente.

Para quem já contribuía antes de 13/11/2019, há cinco regras de transição: pontos, idade progressiva, pedágio de 50%, pedágio de 100% e idade mínima progressiva. A melhor depende do seu tempo até a reforma, sexo e expectativa de continuar contribuindo.

Na prática: pedimos CNIS, simulamos todas as regras cabíveis e mostramos qual entrega maior RMI no seu caso. Nem sempre a que aposenta mais cedo é a que paga melhor.

Base legalEC 103/2019 · Lei 8.213/91 · planalto.gov.br
A regra de transição de pontos serve para mim?

A regra de pontos soma idade + tempo de contribuição. Em 2026 exige 92 pontos para mulher e 102 para homem, com tempo mínimo de 30 e 35 anos respectivamente. A pontuação sobe 1 ponto por ano até chegar em 100/105.

Ela é vantajosa para quem começou a contribuir cedo e tem tempo líquido alto — tipicamente bancários, servidores de empresas que admitem jovens, professores de rede privada. Quem começou tarde raramente alcança.

Base legalArt. 15 da EC 103/2019
Como contar tempo rural para o INSS?

Tempo de atividade rural, em regime de economia familiar e antes de 1991, pode ser contado sem contribuição — mas exige início de prova material (documentos como notas de produtor, sindicato, escola rural) complementado por testemunhas.

Depois de 1991, o tempo só conta se houve contribuição ou se o segurado especial comprovar o exercício pela via administrativa (autodeclaração homologada pelo sindicato) ou judicial.

Para aposentadoria por idade rural, a idade mínima cai para 55 (mulher) e 60 (homem) com 15 anos de atividade rural — regra que não foi alterada pela EC 103.

Base legalLei 8.213/91, arts. 48 e 55, §3º · Súmula 149 do STJ
Aposentadoria por incapacidade permanente é vitalícia?

Não automaticamente. O INSS pode convocar para perícia de revisão a qualquer tempo, salvo em hipóteses legais de dispensa: pessoas com 60 anos ou mais, ou beneficiários com 55 anos ou mais que já recebem há 15 anos.

Também há dispensa para doenças taxativamente listadas pela legislação (como neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível, entre outras).

Base legalLei 8.213/91, art. 101 · Lei 13.847/2019
Vale a pena revisar minha aposentadoria?

Depende de três coisas: data da concessão, regra usada no cálculo e salários de contribuição. As revisões mais comuns são: revisão da vida toda (para quem tem salários altos antes de 1994), revisão do teto (buraco negro e buraco verde), revisão por melhor benefício, revisão por reconhecimento de tempo especial.

Em regra, só vale pedir se o ganho mensal for relevante e houver diferença retroativa expressiva (respeitando a prescrição quinquenal). Fazemos cálculo antes de ajuizar — sem cálculo, revisão é loteria.

Base legalLei 8.213/91, art. 103 · STF Tema 1.102
Posso acumular aposentadoria com pensão por morte?

Sim, mas a EC 103/2019 criou redutor de acumulação: recebe-se integralmente o benefício mais vantajoso e, do outro, apenas um percentual que decresce conforme a faixa do salário mínimo (de 100% do 1º SM a 10% acima de 3 SMs).

A regra vale para pensão concedida após 13/11/2019. Pensões anteriores seguem a legislação da época — normalmente com acumulação integral.

Base legalArt. 24 da EC 103/2019
Benefício Assistencial (BPC/LOAS) paga o que, e para quem?

O BPC paga 1 salário mínimo mensal para idosos a partir de 65 anos ou pessoas com deficiência de qualquer idade, em ambos os casos com renda familiar per capita inferior a ¼ do salário mínimo — critério que o STF já flexibilizou, admitindo prova de miserabilidade por outros meios.

Não é aposentadoria: não gera 13º, não gera pensão por morte e exige reavaliação periódica. É benefício assistencial — pago pelo INSS mas custeado pelo Tesouro.

Base legalLei 8.742/93 (LOAS), art. 20 · STF RE 567.985
Quanto tempo demora um processo administrativo no INSS?

O STF fixou prazo máximo de 45 dias (salvo exceções legais) para análise, contado da data do requerimento. Na prática, aposentadorias por idade saem em 30–60 dias; por tempo, em 60–120; aposentadoria por incapacidade depende da fila pericial e pode levar 3–6 meses.

Em caso de mora, cabe mandado de segurança para obrigar a conclusão. Fazemos isso rotineiramente quando o prazo estoura sem justificativa.

Base legalLei 9.784/99 · STF RE 1.171.152
02 · 6 perguntas

Servidor Público (RPPS)

Regras próprias dos regimes estatutários federais, estaduais e municipais — inclui policiais, professores, magistrados e demais carreiras.

A regra de transição da EC 103 se aplica ao servidor?

Sim, mas com desenho próprio. Para o servidor federal que ingressou antes de 13/11/2019, há duas regras de transição principais: a dos pontos (86/96 progredindo até 100/105) e a de idade mínima escalonada. Ambas somam requisitos de idade, tempo de contribuição, tempo no serviço público e tempo no cargo.

Para servidores estaduais e municipais, cada ente federativo precisou editar lei local adaptando a EC 103 ao seu RPPS. A regra exata varia por estado e município — sempre verificamos a legislação específica.

Base legalArts. 4º e 20 da EC 103/2019 · Lei 10.887/2004
A aposentadoria especial do policial mudou?

Mudou. A LC 51/1985 foi alterada pela LC 144/2014 e novamente pela EC 103/2019. Hoje, o policial federal, civil e penal tem aposentadoria voluntária aos 55 anos de idade, com 30 (homem) ou 25 (mulher) anos de contribuição, sendo pelo menos 20 em cargo policial de natureza estritamente policial.

Há regras de transição para quem ingressou antes da EC 103. O provento é calculado pela média, com percentual variável — não mais integralidade automática.

Base legalLC 51/1985 · LC 144/2014 · Art. 10 da EC 103/2019
Integralidade e paridade ainda existem?

Só para quem ingressou no serviço público até 31/12/2003 e cumprir as regras de transição específicas (EC 41/2003 e EC 47/2005). Para esses, o provento é calculado pela última remuneração do cargo efetivo (integralidade) e é reajustado pelos mesmos índices dos servidores ativos (paridade).

Para quem entrou depois de 2003, o cálculo é pela média das contribuições e o reajuste segue o RGPS — sem paridade.

Base legalArt. 3º da EC 47/2005 · Art. 6º da EC 41/2003
Posso acumular dois cargos públicos?

A regra geral é a proibição de acumulação. A Constituição autoriza apenas hipóteses específicas: (i) dois cargos de professor, (ii) um de professor com outro técnico ou científico, (iii) dois cargos privativos de profissionais da saúde com profissões regulamentadas. Em todos, exige-se compatibilidade de horários.

A acumulação irregular gera devolução ao erário e pode configurar improbidade. Se você foi notificado, é urgente responder com cuidado — há defesas possíveis, principalmente sobre compatibilidade e boa-fé.

Base legalArt. 37, XVI e XVII, CF/88
Licença-prêmio conta em dobro para aposentadoria?

Em regra, não conta em dobro automaticamente. A licença-prêmio não gozada pode, conforme o estatuto da carreira, ser: (i) convertida em pecúnia na aposentadoria, (ii) contada como tempo de serviço em dobro para aposentadoria (hipótese cada vez mais rara após as reformas), ou (iii) apenas perdida.

Nos regimes federais, a contagem em dobro foi extinta para quem ingressou após regras específicas. Servidores antigos podem ter direito adquirido — analisamos caso a caso.

Base legalLei 8.112/90, art. 87 (redação original) · jurisprudência específica do TCU/STJ
Abono de permanência: quem tem direito e quanto paga?

Servidor que já cumpriu os requisitos para aposentadoria voluntária e opta por continuar trabalhando tem direito ao abono — valor equivalente à contribuição previdenciária descontada, retornando como vantagem pecuniária.

Na prática, o servidor continua contribuindo normalmente, mas recebe de volta esse mesmo valor como abono. Dura até a efetiva aposentadoria ou até completar 75 anos (aposentadoria compulsória).

Base legalArt. 40, §19, CF/88 · Art. 3º, §1º da EC 41/2003
03 · 8 perguntas

Direito do Trabalho

CLT, rescisões, horas extras, assédio, insalubridade e os direitos mais pedidos por quem foi desligado ou está em conflito com o empregador.

Fui demitido sem justa causa — o que tenho direito a receber?

Na demissão sem justa causa por iniciativa do empregador, o empregado recebe: saldo de salário, aviso-prévio (trabalhado ou indenizado, proporcional ao tempo de serviço), 13º salário proporcional, férias vencidas e proporcionais + 1/3, FGTS do mês + multa de 40% e acesso ao seguro-desemprego (se cumpridos os requisitos).

Na demissão em comum acordo (art. 484-A da CLT), os valores são reduzidos: metade do aviso-prévio, metade da multa do FGTS, mas libera saque de 80% do FGTS e exclui o seguro-desemprego.

Base legalCLT, arts. 477 a 487 e 484-A · Lei 8.036/90
Horas extras podem ser pagas em banco de horas?

Sim, desde que pactuado por acordo individual escrito (compensação em até 6 meses), acordo coletivo ou convenção coletiva (até 1 ano). Após a Reforma Trabalhista, até mesmo acordo tácito é admitido para compensação mensal.

Se o banco de horas não for quitado no prazo, as horas viram horas extras com adicional de 50% (ou o percentual da norma coletiva, se maior).

Base legalCLT, art. 59 (redação da Lei 13.467/2017)
Assédio moral — o que preciso provar?

Três elementos principais: (i) conduta abusiva reiterada (não um episódio isolado), (ii) dano psíquico, moral ou à saúde, e (iii) nexo entre a conduta e o dano. A prova é construída com testemunhas, mensagens, laudos médicos, registros internos de RH e afastamentos.

Assédio pode gerar rescisão indireta (com todas as verbas da sem justa causa), dano moral e, em alguns casos, doença ocupacional com estabilidade. Quanto antes o empregado documentar, mais forte o caso.

Empregada doméstica tem FGTS e 13º?

Sim, desde a LC 150/2015 (Lei das Domésticas), que regulamentou a EC 72/2013. Doméstica tem todos os direitos da CLT: carteira assinada, jornada de 8h/44h, horas extras, 13º, férias + 1/3, FGTS obrigatório (com multa de 40% em demissão), aviso-prévio, seguro-desemprego e licença-maternidade.

Base legalLC 150/2015
Terceirização é legal para qualquer atividade?

Depois da Lei 13.429/2017 e do julgamento da ADPF 324 pelo STF, a terceirização é lícita para qualquer atividade, inclusive a finalística da empresa — desde que respeitadas as responsabilidades subsidiárias do tomador.

Isso não significa que toda pejotização é válida: se presentes os elementos do vínculo (pessoalidade, onerosidade, habitualidade e subordinação), o trabalhador pode pleitear reconhecimento de vínculo diretamente com o tomador, mesmo formalmente terceirizado ou PJ.

Base legalLei 13.429/2017 · Lei 13.467/2017 · STF ADPF 324
Como calcular minha rescisão?

Rescisão tem várias parcelas que incidem sobre o salário base e a média de variáveis (comissões, gratificações habituais, horas extras). Uma estimativa rápida: saldo de salário + aviso-prévio (indenizado = 30 dias + 3 dias por ano trabalhado até o limite de 90 dias adicionais) + 13º proporcional + férias proporcionais + 1/3 + multa de 40% sobre todo o FGTS depositado.

O cálculo exato depende das variáveis. Temos planilha que roda em 5 minutos — normalmente descobrimos diferenças de 8% a 20% a mais do que o TRCT entregue pela empresa.

Base legalCLT, art. 477 · Lei 12.506/2011 (aviso proporcional)
Insalubridade e periculosidade acumulam?

Tradicionalmente, o art. 193, §2º da CLT exige que o empregado opte por uma delas. Mas o TST tem decisões recentes permitindo a acumulação quando os agentes geradores são distintos e autônomos — tese ainda não pacificada.

O adicional de insalubridade é 10%, 20% ou 40% sobre o salário mínimo (conforme grau) e o de periculosidade é 30% sobre o salário base. Em casos concretos, avaliamos qual é mais vantajoso e se há espaço para pleitear acumulação.

Base legalCLT, arts. 192, 193 e 194
Aviso-prévio proporcional — quantos dias tenho direito?

Aviso-prévio mínimo de 30 dias, acrescido de 3 dias por ano completo de serviço no mesmo empregador, até o limite total de 90 dias (ou seja, até 60 dias de proporcionalidade). Vale tanto para aviso trabalhado quanto indenizado, e só se aplica na rescisão por iniciativa do empregador.

Base legalLei 12.506/2011 · Súmula 441 do TST
04 · 8 perguntas

Família & Sucessões

Divórcio, guarda, pensão, inventário, testamento e partilha — as perguntas que mais chegam quando a vida muda.

Divórcio extrajudicial: quando é possível?

É possível quando: (i) há consenso entre o casal sobre todas as questões, (ii) não há filhos menores ou incapazes, (iii) ambos estão representados por advogado (podendo ser o mesmo para os dois). Se houver filhos menores, o divórcio é judicial — mesmo consensual.

Feito em cartório, sai no mesmo dia da assinatura da escritura. Mais rápido, mais barato e sem desgaste processual.

Base legalLei 11.441/2007 · CPC, arts. 731-734 · Resolução 35/2007 do CNJ
Guarda compartilhada é obrigatória?

A guarda compartilhada é a regra legal desde a Lei 13.058/2014. O juiz só afasta quando um dos genitores declara que não deseja a guarda, ou quando se verifica inaptidão para o exercício (violência, abandono, risco para a criança).

Guarda compartilhada não significa tempo igual — significa decisão compartilhada sobre a vida do filho. A residência principal ainda é fixada na casa do genitor com melhores condições de rotina.

Base legalLei 13.058/2014 · CC, arts. 1.583 e 1.584
Pensão alimentícia: como calcular?

Não há tabela fixa. O cálculo segue o binômio necessidade × possibilidade: de um lado, as despesas reais do alimentando (escola, saúde, moradia, alimentação, lazer, cursos, transporte); de outro, a capacidade financeira do alimentante.

Na prática, tribunais fixam entre 15% e 30% dos rendimentos líquidos do alimentante para um filho; valores sobem quando há mais filhos ou despesas específicas. Pode ser em percentual da renda ou valor fixo, com revisão periódica.

Base legalCC, arts. 1.694 e 1.695 · Lei 5.478/68
Inventário extrajudicial: quem pode fazer?

Requisitos: (i) todos os herdeiros maiores e capazes, (ii) consenso quanto à partilha, (iii) ausência de testamento (ou testamento caduco ou registrado). Todas as partes precisam de advogado.

É feito em cartório por escritura pública. Muito mais rápido e barato que o judicial — mas qualquer divergência entre herdeiros inviabiliza e joga o caso para a Justiça.

Base legalLei 11.441/2007 · CPC, art. 610 · Resolução 35/2007 do CNJ
Herdeiros necessários: quem são?

São os descendentes (filhos, netos), ascendentes (pais, avós) e o cônjuge ou companheiro. Têm direito à legítima: metade do patrimônio que não pode ser afastada por testamento.

A outra metade (parte disponível) pode ser livremente destinada pelo testador a qualquer pessoa — inclusive a terceiros — desde que respeitadas formalidades legais.

Base legalCC, arts. 1.845 e 1.846
Testamento pode excluir filho da herança?

Em regra, não. O filho é herdeiro necessário e tem direito à legítima (50% do patrimônio). A única forma de excluir é pela deserdação, cabível em hipóteses taxativamente listadas no Código Civil (atentado contra a vida, ofensa grave, relações ilícitas, abandono etc.) — e precisa ser comprovada em ação própria.

O que o testamento pode fazer é destinar a parte disponível (50%) para outras pessoas, impondo restrições à legítima (cláusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade, incomunicabilidade) mediante justa causa declarada.

Base legalCC, arts. 1.961 a 1.965
União estável dá direito à herança?

Sim. Desde o julgamento do STF em 2017 (RE 878.694 e RE 646.721), companheiro tem os mesmos direitos sucessórios do cônjuge — o art. 1.790 do CC, que diferenciava os dois, foi declarado inconstitucional.

Concorre com descendentes e ascendentes conforme o regime de bens aplicável (via de regra, comunhão parcial na união estável sem contrato). A prova da união estável, quando não formalizada, é feita por testemunhas, documentos comuns, fotos, contas compartilhadas.

Base legalSTF RE 878.694 · CC, art. 1.829
Partilha de bens em divórcio: qual a regra geral?

Depende do regime de bens. Na comunhão parcial (regime padrão desde 1977, salvo pacto), partilham-se os bens adquiridos onerosamente durante o casamento — ficam fora os anteriores, heranças e doações. Na comunhão universal, tudo se comunica. Na separação total, cada um fica com o que está em seu nome.

Fora do regime, há regras sobre sub-rogação, valorização de bens particulares com recursos comuns e responsabilidade por dívidas — tipicamente as partes mais conflituosas do divórcio.

Base legalCC, arts. 1.639 a 1.688
05 · 6 perguntas

Honorários & Atendimento

Como funciona a primeira reunião, formas de pagamento, atendimento online e documentação inicial.

Como funciona a primeira reunião?

É uma reunião orientativa, com hora marcada. O advogado estuda os documentos apresentados, expõe as possibilidades normativas do caso, indica prazo, riscos e custos envolvidos. Saímos da reunião com um diagnóstico escrito — um documento com nossa leitura técnica.

Se você quiser contratar, seguimos com procuração e contrato de honorários. Se não quiser, fica com o diagnóstico e as recomendações.

Vocês atendem 100% online?

Sim. Atendemos por videochamada (Google Meet ou Zoom) com a mesma profundidade do presencial. Documentos são trocados por canais seguros; procuração é assinada digitalmente (ICP-Brasil ou Gov.br Prata/Ouro). Também atendemos presencialmente em Brasília-DF — escritório principal.

Quais formas de pagamento vocês aceitam?

PIX, transferência bancária, cartão de crédito (via link de pagamento, com parcelamento conforme operadora) e, em casos específicos, honorários de êxito. A forma e valor são definidos caso a caso conforme complexidade da demanda e a Tabela de Honorários da OAB/DF.

Discutimos honorários na primeira reunião, com transparência e por escrito no contrato.

Quais documentos devo levar na primeira reunião?

Depende do tema. Em linhas gerais: documento de identidade, CPF, comprovante de residência e o material específico da causa — CNIS e extrato SINE (previdenciário), contracheques e ficha funcional (servidor), CTPS e TRCT (trabalhista), certidões e contratos (família). Pedimos uma lista personalizada por e-mail antes da reunião.

Atendem em outros estados além do DF?

Sim. O escritório é sediado em Brasília-DF, mas atuamos em todo o território nacional — presencialmente no DF e entorno, e online para demais estados. Para ações judiciais em tribunais de outros estados, nos cadastramos localmente ou atuamos em parceria com advogados correspondentes devidamente credenciados.

Quanto custa uma ação judicial?

Honorários são calculados caso a caso conforme a complexidade da demanda, o valor em discussão e o tempo estimado de tramitação — com referência na Tabela de Honorários da OAB/DF. Em algumas causas previdenciárias e trabalhistas, trabalhamos também com honorários de êxito (percentual sobre o ganho, se houver).

Custas e despesas processuais (distribuição, diligências, periciais) são pagas à parte e são de responsabilidade do cliente. Tudo é transparente no contrato.

Base legalLei 8.906/94 (Estatuto da OAB), art. 22 · Código de Ética e Disciplina da OAB
06 · 6 perguntas

Ética & Provimento 205

Por que a comunicação do escritório é contida, sóbria e sem promessas — e o que isso significa para você.

Por que vocês não oferecem "consulta gratuita"?

Porque o Provimento 205/2021 do CFOAB veda a oferta de serviços gratuitos como forma de captação de clientela. A advocacia não pode concorrer por preço ou por "brinde" — concorre por técnica, reputação e confiança.

O que oferecemos é uma reunião orientativa, com honorário previamente combinado e dimensionado conforme a complexidade da consulta. É advocacia profissional, remunerada, com contrato e transparência.

Base legalProvimento 205/2021 CFOAB, art. 5º, IV
Por que não publicam valores de causas ganhas?

Porque o Provimento 205 veda expressamente a divulgação de casos concretos, valores de condenações e resultados como forma de publicidade — seja direta (citando cliente) ou indireta (ostentação de "ganhos milionários").

Além disso, cada caso é único: o que funcionou para o cliente A pode não funcionar para o B. Publicar valores cria expectativa enganosa, o que também é vedado pelo Código de Ética.

Base legalProvimento 205/2021, arts. 4º e 5º · Código de Ética, art. 39
Por que não posto depoimentos ou prints de clientes?

Depoimentos e prints configuram captação indireta de clientela — vedada pelo Provimento 205. Mesmo com autorização do cliente, a exposição de resultados concretos gera expectativa inadequada em terceiros e quebra o sigilo profissional quando revela o tema tratado.

Preferimos comunicar por conteúdo técnico: artigos, FAQs como este, análise de decisões. É mais lento, mas é o que a OAB permite — e o que efetivamente constrói confiança profissional.

Base legalProvimento 205/2021, art. 5º · EOAB, art. 34, IV
O que exatamente o Provimento 205 permite e proíbe?

Permite: informar nome, OAB, áreas de atuação, formação, contato, artigos técnicos, análise de temas jurídicos, comunicação institucional sóbria e compatível com a discrição da advocacia.

Proíbe: promessa de resultado, captação de clientela, divulgação de valores de causas, depoimentos de clientes, comparação com concorrentes, oferta de serviços gratuitos como atrativo, merchandising, patrocínio comercial de conteúdos, uso de redes sociais com tom promocional ou sensacionalista.

É um regramento detalhado e, honestamente, restritivo — mas serve ao mesmo propósito: a advocacia não é commodity, é função essencial à Justiça.

Base legalProvimento 205/2021 do CFOAB · oab.org.br
Como posso verificar se um advogado está habilitado?

Pelo site do Conselho Federal da OAB (cna.oab.org.br), no Cadastro Nacional dos Advogados. Basta informar nome, número ou seccional. Sempre recomendamos confirmar a inscrição antes de fechar contrato — é um passo simples que evita problemas graves.

Nossos números estão no rodapé de todas as páginas: OAB/DF 11.208, 52.114 e 68.437. Pode conferir.

O escritório tem redes sociais?

Mantemos perfis institucionais no LinkedIn e Instagram com comunicação informativa — artigos, análise de decisões, avisos sobre mudanças legislativas. Não publicamos casos concretos, depoimentos, valores ou conteúdo promocional. É uma decisão editorial alinhada ao Provimento 205, não apenas a ele.

Acreditamos que, em advocacia, menos ruído é mais sinal. A decisão de contratar um escritório vem do diálogo direto, não de timeline.

Em resumo

Três lembretes sobre este FAQ

01

FAQ não substitui consulta individual

Cada caso tem nuances próprias — CNIS, histórico funcional, tempo especial, regime de bens. As respostas daqui orientam; não decidem.

02

Base legal sempre linkada

Quando citamos lei, súmula ou tema repetitivo, trazemos a referência e link para a fonte oficial (Planalto, STF, STJ, TST). O usuário pode conferir.

03

Atualizamos quando a regra muda

Nova EC, decreto, súmula ou tema repetitivo entram no FAQ em até 30 dias. A data no cabeçalho é o último review.

Não encontrou sua dúvida aqui?

Escreva pra gente. Se for uma dúvida recorrente, entra no FAQ — com crédito anônimo. Se for do seu caso, agendamos uma reunião orientativa.

Seguimos o Provimento 205/2021 CFOAB — não oferecemos consulta gratuita irrestrita nem captação de clientela.